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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"Não sei fazer os TPCs, a minha mãe também não e o meu pai não está"

Mais um artigo sobre a questão dos Trabalhos para Casa (TPC´s). Uma visão bastante interessante e que vem ao encontro das minhas ideias sobre esta temática. De facto, deveria existir uma diferença entre Trabalhos para Casa e o Trabalho em Casa.

Mas o mais interessante e impressionante neste artigo, é a citação de uma mãe, “o senhor, da maneira que fala, se calhar é capaz de ajudar o seu filho, mas na minha casa, chora a minha filha e choro eu, ela porque quer ajuda, eu porque não sou capaz de lha dar.”

Para ler o artigo clique aqui

Pedro Belo

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Eduardo Sá: Os trabalhos de casa são necessários?

Sim, são necessários. Para consolidar o que aprendem na escola, para manterem os Pais a par da matéria e inclui-los na aprendizagem dos filhos. 

No entanto, devemos ter em conta que são apenas crianças. Precisam de brincar, de expandir a sua criatividade e personalidade. Precisam de tempo de brincadeira com os Pais, de mimo, carinho e amor.

Trabalhos de casa todos os dias e em quantidades exageradas, apenas vão fazer com que a criança se desmotive para a escola e crie um cenário de horror pela mesma. 

Porque não adaptar os trabalhos de casa a situações do dia a dia? Criar na criança a ideia de que a matéria que aprende na escola, pode e deve, ser aplicada em casa, na rua, nas compras, com os amigos, por exemplo. Porque não aguçar a vontade de aprender das crianças, através de métodos mais lúdicos, mais adaptados a cada criança? Porque continuamos com métodos que apenas privilegiam a repetição e a consequente memorização, sem sequer compreenderem o seu objectivo?

Porque é que se continua a estimular a competição e o "eu tive melhor nota que tu", "eu sou melhor aluno do que tu", etc? Porque é que se continua a ensinar 20 ou 30 crianças da mesma forma, com a mesma rapidez, como se fossem apenas um, não respeitando que todas elas são diferentes, cada uma delas tem o seu ritmo, as suas capacidades, etc?

Na minha opinião, por estes e outros motivos, temos alunos a entrar e a sair das universidades com médias altíssimas, mas que quando chegam ao mercado de trabalho não conseguem vingar. Não passam de meros "memorizadores/decoradores", sem qualquer capacidade para se adaptarem a situações novas e diferentes do normal, sem capacidade para serem criativos e sem capacidade de saírem da sua zona de conforto.


Deixo um video do Psicólogo Eduardo Sá, com uma visão bastante interessante sobre os trabalhos de casa.



Pedro Belo

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O Sistema de Ensino em Portugal

Acredito num sistema pedagógico em que se respeite o ritmo de cada criança. De facto, o sistema convencional, apenas permite debitar a matéria a um conjunto de crianças, não respeitando que cada criança tem o seu ritmo, e assumindo, que todos terão as mesmas capacidades, compreensão e facilidade de aprendizagem. No fundo, ensinam 20 crianças, como se fossem uma única, e todos sabemos que cada criança é diferente da outra.

Penso que o sistema convencional, apenas permite criar e valorizar bons "memorizadores" / "decoradores", ao invés de permitir criar crianças despertas para o conhecimento, criativas e com gosto por saber mais. Devemos permitir que cada criança explore a sua criatividade, que aprenda de acordo com o seu ritmo, que se motive para a escola.

Defendo um sistema de ensino que promova a liberdade, responsabilidade, a igualdade, a cooperação, e não a competitividade, o "eu sou melhor que tu", "eu tenho melhores notas que tu".

Deixo uma notícia do jornal Público bastante interessante e que fala de sistemas de ensino mais flexíveis e centrados na criança.

Podem, também, consultar o Movimento Escola Moderna que defende a formação das crianças para a intervenção social.

Pedro Belo