Hoje celebra-se o Dia do Poeta. Deixo aqui um poema de uma das mais famosas poetisas portuguesas.
Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)
Pedro Belo
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Dia Mundial do Combate ao Bullying
Hoje celebra-se o dia Mundial do combate ao Bullying.
O Bullying
descreve-se como actos de violência física e/ou psicológica intencionais e
repetidos, praticados por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia à
vitima. Manifesta-se através de insultos, piadas, apelidos cruéis, entre
outros.
É uma forma de
pressão social que causa diversos traumas e que condiciona o quotidiano das
pessoas que convivem com esta realidade.
Normalmente
a vítima tem uma característica física que a torna “diferente” dos outros (é
mais baixa/mais alta que os colegas; usa óculos ou aparelho nos dentes; tem uma
forma diferente de se vestir; etc);
Como forma de
evitar novas situações, as vítimas vivem em silêncio não denunciando a
violência a que são sujeitas. A pressão a que são sujeitas, evidenciam-se na
quebra de rendimento escolar, fobia escolar, depressão, etc.
Segundo o estudo da
Unicef sobre a violência contra crianças “Escondido à vista”, com base em dados
de 190 países, uma em cada três crianças, com idades entre os 13 e os 15 anos,
em todo o mundo são regularmente vítimas de bullying na escola.
São números bastante elevados e que devem merecer a nossa atenção e preocupação.
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Boa Semana
Parece que o Sol voltou por uns dias. Nada como começar uma nova semana com o Sol a brilhar.
Aproveita esta semana para lutar por novos desafios.
Boa Semana
Pedro Belo
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sábado, 18 de outubro de 2014
Alimentar o Amor
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.
Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.
É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Faltam-nos guardiões.
É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar.
Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'
Pedro Belo
http://atravesdaminhamente.blogspot.pt/
www.facebook.com/atravesdaminhamente
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.
Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.
É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Faltam-nos guardiões.
É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar.
Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'
Pedro Belo
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Luta pelo que queres
O segredo é lutar. É persistir, insistir.
Pedro Belo
Eu quero, eu vou ter. E não vou desistir até sentir que dei tudo. Não vou desistir até sentir que fiz tudo o que estava ao meu alcance. Não vou desistir e sei que vou ser recompensado.
Luta pelo que queres, pelo que acreditas. Se sentes, é porque faz sentido. Se sentes, é porque vale a pena. Se sentes, é porque vais conseguir.
Pedro Belo
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
De que cor é o teu saco?
- Senhora do
casaco Vermelho, o que leva nesse saco?
- “Levo amor,
paixão e carinho.”
- Senhora do
casaco Laranja, o que leva nesse saco?
- “Levo coragem,
gentileza, tolerância e prosperidade.”
- Senhora do
casaco Amarelo, o que leva nesse saco?
- “Levo alegria,
descontracção e optimismo”
- Senhora do
casaco Verde, o que leva nesse saco?
- “Levo paz,
esperança, segurança e renovação.”
- Senhora do
casaco Azul, o que leva nesse saco?
- “Levo
lealdade, fidelidade e sonhos.”
- Senhora do
casaco Rosa, o que leva nesse saco?
- “Levo romance,
sensualidade e companheirismo”
Todos somos
diferentes, e levamos diferentes virtudes e defeitos no nosso saco. Cabe a cada
um de nós se adaptar e aceitar a diferença dos outros. Cabe a cada um de nós
fazer com que essas diferenças se completem, se complementem. Cabe a cada um de
nós aprender com as virtudes dos outros e transmitir as nossas.
Se conseguirmos
isso, de certeza que seremos felizes e faremos alguém feliz.
A partilha e a
aprendizagem são a melhor ferramenta que podemos utilizar, e serão fundamentais
para um futuro de sucesso.
Pedro Belo
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Simplicidade
Adoro tudo o que
é simples, o que é verdadeiro, o que é sentido. Contento-me com pouco, não sou
exigente.
Contento-me com
um sorriso, um olhar, uma caricia. Preciso apenas de um abraço apertado, de uma
música apaixonada, de um beijo.
Sou simples e
não preciso de muito. Quero apenas sentir o teu amor, o teu calor, o teu sabor.
Adoro um elogio, uma surpresa, uma fantasia. Adoro um sussurro, um suspiro.
Sou simples e apenas
preciso do teu amor.
Pedro Belo
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