segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Quero Ser Feliz

Quero ser feliz, mas tenho medo que amanhã o Sol não brilhe.
Quero ser feliz, mas tenho medo que amanhã a Lua não ilumine a noite.
Quero ser feliz, mas tenho medo que amanhã as Estrelas não brilhem.
Quero ser feliz, mas tenho medo que amanhã as árvores não cresçam, as flores não floresçam.
Quero ser feliz, mas tenho medo que amanha não ouça as ondas do Mar, não veja as gaivotas a voar, não ouça os pássaros a cantar.
                               

Sei que posso e vou ser feliz, mas tenho medo…


Pedro Belo


domingo, 5 de outubro de 2014

E Viveram Felizes Para Sempre

Acredito no “Era uma vez…”,
Acredito em feiticeiros,
Acredito em fadas,
Acredito em Príncipes e Princesas,
Acredito em Reis e Rainhas,
Acredito em bruxas,
Acredito em dragões voadores que cospem fogo,
Acredito em duendes,
Acredito em trolls,
Acredito em magias,
Acredito em romance,
Acredito em Amor à primeira vista,

Acredito no “E viveram felizes para sempre”


Pedro Belo
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sábado, 4 de outubro de 2014

Prometo Falhar

"Sem hesitar. Prometo ser humano, aqui e ali ser incoerente, aqui e ali dizer a palavra errada, a frase errada, até o texto errado, aqui e ali agir sem pensar, para que raios serve pensar quando te amo tão desalmadamente assim? Prometo compreender, prometo querer, prometo acreditar. Prometo insistir, prometo lutar, descobrir, aprender, ensinar. Tudo para te dizer que prometo falhar. E Deus te livre de não me prometeres o mesmo."
«Foste a maneira mais bonita de errar.»

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in "Prometo Falhar", a mais recente obra de Pedro Chagas Freitas.


Pedro Belo


Amor Puro


"O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. 

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. 

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. 
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? 

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. 

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. 

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. 
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Expresso'



Pedro Belo
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Quero-te a ti, como tu me queres a mim

Sinto o que sinto, não minto. Quero sentir esta paixão, este amor infinito.
Quero amar e ser amado, beijar e ser beijado. Quero tocar e ser tocado.
Quero-te a ti, como tu me queres a mim. Quero um sorriso, um olhar, um desejo.
Quero felicidade, amizade, alegria. Quero ser feliz a teu lado.
               

Quero-te a ti, como tu me queres a mim


Pedro Belo


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Bem-vindo Outubro

Quero sentir o cheiro da chuva, quero ver as folhas caídas das árvores e ouvir o barulho do estalar quando as piso. Quero aqueles dias cinzentos enroscado no sofá em boa companhia. Quero sentir o calor daquele abraço, daquele carinho...

Bem-vindo Outubro

Pedro Belo
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